As Milícias Patrióticas Americanas no século XXI - Geopolítica MundialGeopolítica Mundial
[email protected]+55 (61) 99682-6245 facebook

logo

publicado em:28/04/19 6:14 PM por: marcelo_mb_rj Notícias

Recentemente, o tema “Milícias Patrióticas” voltou ao debate especializado e desperta a atenção do público leigo, principalmente depois da crise de fronteira dos USA com o México, a crescente crise migratória dos países de 3o Mundo para os USA e Europa, e consequentemente com o sucesso que essas milícias dos USA (e algumas na Europa do leste) estão conseguindo ao deter imigrantes ilegais e outros grupos criminosos na fronteira, assim como ajudam na dissuasão para evitar que outros tentem atravessar a fronteira americana antes que o “muro de Trump” seja concluído.

Amanhecer Violento, filme de 1984 estrelado por Patrick Swayze e Charlie Sheen, ambientado durante uma fictícia Terceira Guerra Mundial, em que estudantes do Meio-Oeste dos EUA criam sua milìcia, os Wolverines, e partem para a guerra contra os soviéticos e cubanos que invadem os USA.

A primeira vez que vi algo sobre as Milícias Patrióticas Constitucionais, ou simplesmente “milícias” foi através de filmes de ação dos anos 80 como “Red Down”(Amanhecer violênto, de 1984) e por poucas reportagens de revistas importadas dos USA como a Newsweek e outras. Consegui me informar melhor sobre o assunto à partir de 1994, quando comprei uma revista “Soldier of Fortune*”, que havia publicado então uma excelente matéria relatando o cenário da época sobre as milícias americanas, e, de sua necessidade frente às melhorias da estrutura policial dos Estados Unidos após os distúrbios de Los Angeles de 1992, com o fim da Guerra Fria e outros incidentes menores anteriores.

Nos últimos anos, ocorreram também atividades de milícias no México, assolado pelo crime e com pouca ação do Estado; e que com a criação de milícias populares conseguiu a reação à altura da violência criminal. Em poucos meses as milícias populares mexicanas conseguiram expulsar diversos grupos criminosos e pacificar muitas regiões, que sofriam com terror dos cartéis do tráfico e grupos de narco-guerrilhas marxistas.

Na atualidade, o tema “milícias” se torna mais polêmico do que nunca, devido à intensas campanhas das mídias politizadas e sensacionalistas, com acusações de extremismos e até de atividades criminosas. No Brasil em seu passado já teve as suas milícias populares** quase nos mesmos moldes dos Estados Unidos, e que suas bases serviriam para a criação das Forças Públicas, que se tornariam as Polícias Militares no século 20.
Hoje, infelizmente o termo “milícia” ganhou um aspecto pejorativo, que dispensa maiores explicações aos bem informados da situação da segurança pública no Brasil. Porém sabemos que, a realidade americana é bem diferente, e tratarei do assunto dentro desse aspecto.

Membros da Arizona Border Recon, atualmente a mais ativa na fronteira dos USA com o México, e responsável não sò por detenções de centenas de imigrantes ilegais e criminosos, como também, resgates de pessoas perdidas e prestes a morrer de desidratação no deserto. Foto de Jhonny Milano via Arizona Border Recon.

Etimologia

O termo “milícia” derivas do inglês antigo “milite e/ou militisc”, e esse termo do inglês antigo também é uma derivação do termo Latim clássico “milit”, e este também possui a significação de soldado e/ou militar.

A base legal da existência das Milícias nos Estados Unidos

A Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos protege o direito da população de manter e portar armas. Aprovada em 15 de dezembro de 1791, juntamente com as outras nove primeiras emendas constitucionais constantes da Carta dos Direitos dos Estados Unidos (em inglês, United States Bill of Rights) ou Declaração dos Direitos dos Cidadãos dos Estados Unidos
A Segunda Emenda baseou-se no direito de manter e portar armas, previsto na common-law da Inglaterra, e foi influenciada pela Declaração de Direitos de 1689, também inglesa.
Esse direito foi descrito por Sir William Blackstone como um direito auxiliar, de apoio aos direitos naturais de autodefesa e resistência à opressão e ao dever cívico de agir coletivamente na defesa do Estado.

A Segunda Emenda estabelece textualmente, que:

“Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido.”

E em complemento à 2a Emenda da Constituição dos Estados Unido, existe também uma série de direitos legalmente protegidos pela Constituição dos Estados Unidos, incluindo emendas, constituições estaduais, conferidas por tratado e promulgadas legislativamente no Congresso, legislaturas estaduais, referendos estaduais e iniciativas dos cidadãos que garantem a liberdade de associação de cidadãos em entidades sociais ou de classe para finalidades diversas, de garantias constitucionais e da proteção de interesses pessoais e coletivos.

E existe em complemento à 2a Emenda também o “Milicia Act of 1903”, que regulamenta as atividades das milícias e especifica estas como:

Milícias organizadas: Consistem em forças de milícias do Estado, que são a Guarda Nacional (porém essa não deve ser confundida com a “National Guard of United States, força auxiliar do U.S. Army) e Milícia Naval.

Milícias não organizadas: Composta de reservistas das milícias organizadas; sendo todo homem fisicamente capaz à partir dos 17 aos 45 anos, e que não seja membro ativo das Forças Armadas e Guardas Nacionais, podem ser mobilizadas com autorização dos Governos Estaduais seguindo as leis federais. Essas uma vez mobilizadas podem contar com apoio material e financeiro do Governo Federal para todas as suas necessidades operacionais, mesmo que não exista estado de guerra ou ameaça à segurança nacional.

Milícias paramilitares particulares (Milícias Constitucionais): São milícias organizadas por particulares para a proteção de suas propriedades e/ou grupos de propriedades ou comunidades, seguindo as bases da 2a Emenda Constitucional. Com o decorrer do tempo, em especial após os anos 90, essa designação mudou para “Milícias Constitucionais”. Essas não contam com apoio material e financeiro do Governo, cabendo aos organizadores e/ou integrantes a sua logística e treinamentos, assim como a responsabilidade legal.

Sendo assim, nos Estados Unidos da América, qualquer um pode formar sua “Milícia”, portando suas armas legais, sem dar satisfações à qualquer um e ponto!
E se caso alguém acusar esse ou aquele grupo de “criminosos e/ou terroristas”, terá que fazer jus à uma das máximas do direito legal onde o ônus da prova compete à quem promove a acusação!

Obviamente a maioria das milícias agem com grande responsabilidade e mantém sua existência e atividades regularmente informadas às autoridades locais, o que garante o convívio cordial e harmônico, assegurando a confiança mútua das instituições, e, o apoio às e/ou das autoridades em casos de necessidade.

Breve história das Milícias Americanas

As Milícias Patrióticas Americanas são considerada quase como um “Patrimônio Cultural imaterial” dos Estados Unidos desde a sua atuação histórica na Guerra de independência contra o Império Britânico entre 1775 e 1783, onde os americanos não possuíam praticamente nenhuma estrutura militar à altura de potências da época, e, todas as ações iniciais da guerra, foram efetuadas por integrantes de milícias de cidadãos armados com rifles de caça e armas brancas, todos sem nenhum treinamento, mas altamente motivados e disciplinados em sua estrutura hierárquica.
O interessante dessa história é que na época, apesar de existir uma grande população americana nativa, somente 3% dos homens que se apresentaram para a guerra estava relativamente apto para o combate, e, esses mesmos 3% (com a ajuda posterior da França, que forneceu armas, equipamentos diversos e apoio naval) acabaram por vencer as tropas coloniais britânicas, assegurando a independência dos Estados Unidos e dissuadindo o Império Britânico e outros impérios sobre a tentativa de invasão do território americano.

Massachusetts Bay Militia representada em pintura do século 18 de autor desconhecido. Imagem via www.britishbattles.com

As milícias patrióticas também tomaram parte em muitas outras pequenas guerras dentro do território continental americano, atuando como primeiras unidades à fazer frente contra tropas regulares de muitos outros países que tentaram invadir territórios dos Estados Unidos durante as muitas disputas que se travaram nos séculos 18, 19 e até princípios do século 20.
As milícias também atuaram na estruturação da segurança pública dos territórios desbravados durante a época da “Conquista do Oeste” e nas crises econômicas americanas do começo do século XX que fomentaram o surgimento do crime organizado.
Durante a 2a Guerra Mundial elas foram as responsáveis pela manutenção da lei e da ordem em muitos estados americanos que não possuíam contingentes policiais estaduais e municipais suficientes, devido à falta de homens que partiram para a guerra; e após isso, sua importância e tamanho diminuiu muito, permanecendo apenas em estados que possuíam territórios pouco povoados e com reduzida presença do estado.
Desde então, mesmo com a diminuição dessas e a evolução na organização das Forças Armadas dos Estados Unidos, as Milícias Patrióticas se tornaram parceiras das forças de ordem, tal como as Guardas Nacionais são hoje.

Quase extinção e ressurgimento nos anos 90

Até o começo dos anos 90 as milícias estavam muito reduzidas em todo os Estados Unidos, chegando mesmo a ter muitos grupos encerrados, mas acabaram por ressurgir com força total, quando em 1992 ocorreram rebeliões das populações negras e latinas na cidade de Los Angeles (Los Angeles Riots 1992***), e que se espalharam por outras cidades americanas rapidamente por diversos outros motivos. Esses distúrbios que duraram 2 meses somente foram contidos após o envio de reforço da Guarda Nacional, da 7a Divisão de Infantaria e da 1a Divisão de Mariners para apoiar as forças policiais na contenção das diversas ondas de vandalismos e saques que tomaram contas de muitas cidades pelos Estados Unidos.

Nesses distúrbios que acabaram tomando proporções absurdas, além do saques aos comércios e destruição de muitos prédios públicos, ocorreram também saques e destruições de residências de civis dos bairros considerados de “maioria branca e asiática”, independente de classe econômica. De um simples protesto contra um aparente ato de racismo da Polícia de Los Angeles, a situação degenerou para uma quase guerra civil racial de “todos contra todos”, abrangendo algumas das principais cidades da Califórnia, cidades em estados do sul dos USA e chegando até mesmo na capital (em baixa intensidade) Washington D.C. e Nova York!

Essa “rebelião” foi tão intensa e destrutiva que teve como resultado oficial; 70 mortos, 100 desaparecidos, mais de 3 mil feridos graves, 13 mil presos, 7.600 incêndios, 1.100 prèdios e residências totalmente destruídas, e, que causaram mais de 1 bilhão de dólares em destruições, fora as despesas das tropas mobilizadas para a pacificação das cidades, isso somente na Califórnia, que foi considerada o principal foco da crise. Esta é considerado até hoje, a pior e mais destrutiva crise de distúrbios e/ou revolta popular nos Estados Unidos!
Dentro desse cenário de guerra civil urbana social/racial, as comunidades que mais sofreram foram bairros e pequenas cidades com reduzido contingente policial, sobretudo vilas e bairros de população asiática, que nos Estados Unidos são os mais visados pelas gangues afro-americanas, islâmicas e latinas dada a vulnerabilidade dos mesmos. Apenas como exemplo; somente em Los Angeles, 95% dos estabelecimentos comerciais de propriedade de coreanos e outros asiáticos foram completamente saqueados e destruídos pelas gangues!

Obviamente, bairros e pequenas cidades que ainda possuíam milícias organizadas foram os menos visados e pouco atingidos pelas ondas de violências, e após essa crise, mesmo com a intervenção da Guarda Nacional e algumas unidades das Forças Armadas, a criminalidade esparsa (crimes menores) não diminuiu, pelo contrário, aumentando logo após a desmobilização das tropas federais. E esse cenário de criminalidade piorou nos anos seguintes, junto com o rápido crescimento das populações pobres afro-americanas, islâmicas e latinas nas grandes cidades.
Essa criminalidade cresceu e migrou pelos Estados Unidos procurando comunidades mais vulneráveis; ocorreram também os primeiros atentados terroristas de grande porte nos USA como o primeiro ataque terrorista ao World Trade Center em 1993 (10 mortos e mais de 1000 feridos), o ataque de Oklahoma City em 1995 (168 mortos e 400 feridos), problemas sociais diversos, e somando-se todos esses fatores, o resultado foi o ressurgimento das “Milícias Patrióticas Americanas”, principalmente em todos os estados que não colocaram restrições para esse tipo de associação civil.

Crescimento no Governo Obama

No decorrer dos primeiros anos do século XXI, acontece o aumento do terrorismo com seu auge nos ataques do 11 de setembro e com a represália americana no Afeganistão e Iraque, e junto à isso, a imigração descontrolada de populações islâmicas para os Estados Unidos…
Mas curiosamente, foi no período do governo de Barack Obama que o crescimento das Milícias Patrióticas teve seu maior índice, inclusive com a acentuação do posicionamento político das milícias, acontecendo não só o surgimento de milícias declaradamente de extrema direita como as de extrema esquerda, essas últimas em menor número devido à desorganização reinante entre os próprios militantes de esquerda que não apoiam a propriedade de armas de fogo e treinamentos paramilitares.

A partir de 2010, o aumento da procura por mulheres de todas as idades foi o que mais chamou a atenção no crescimento das Milìcias em todas as suas variantes. Foto de Jhonny Milano via Arizona Border Recon.

Outro motivo que ajudou no crescimento das milícias no governo Obama foi justamente o receio de que os democratas conseguissem aprovar leis de restrições à posse de armas e a livre associação/constituição de milícias, com base na 2a emenda da Constituição dos Estados Unidos. Sendo assim muitas comunidades se anteciparam em reforçar seus arsenais domésticos e suas milícias, para garantir seus direitos adquiridos e até mesmo resistir contra uma eventual ação de busca e confisco de armas por parte do FBI por ordem do governo Obama.

Durante o governo Obama ocorreu também o ápice do que hoje é considerado o “retorno da Guerra Fria” com a Rússia, como também; a intensificação jamais imaginada da imigração islâmica para os USA, Canadá e Europa; evidências de apoio velado ao Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria e Iraque; inépcia política frente à administração da economia externa e interna, causando desemprego e migração da criminalidade da América Central para o território americano, e para piorar, o surgimento de movimentos de fundamentalistas raciais como o “Black Lives Matter”.
No caso específico do movimento “Black Lives Matter”, que declarava protestar contra a morte de cidadãos negros pela polícia americana (sempre com acusações infundadas de racismo), a única coisa que realmente promoveram foi o ressurgimento de disputas raciais inúteis ao próprio povo afro-americano, causando o ressurgimento de tensões que somente beneficiou os políticos da esquerda adeptos do caos social.
Somado à todos esses fatores, ainda existem até hoje as dúvidas quanto a lisura das eleições que deram a Presidência à Barack Obama, duvidas quanto à suas origens nacionais e consequente comprometimento ideológico para com os Estados Unidos, o que serviu para aumentar a desconfiança do povo nos políticos, no governo, e, se preparar para uma eventual nova onda de distúrbios raciais que acabariam por causar uma nova guerra civil nos Estados Unidos (que felizmente não aconteceu)…

O cenário atual das Milícias Americanas

Obviamente o assunto “milícias” não agrada à todos nos Estados Unidos (principalmente em outros países dominados por governos “socialistas/democratas”), sendo atualmente um dos temas mais polêmicos, que inclusive fomenta esforços de políticos democratas e de partidos de esquerda para que seja promovida a extinção e proibição desses grupos, com alegações absurdas, que vão desde a presunção de fomentação da violência, racismo, terrorismo, misoginia, homofobia, etc… Mas até hoje o fato é que muitos acusam e promovem ações, mas raras são as milícias que já foram condenadas com provas concretas pelas acusações habituais .

Na atualidade, oficialmente existem 14 grandes milícias constitucionais ativas nos USA, com membros em todos os 50 estados americanos e em alguns territórios ultramarinos, reunindo aproximadamente 60 mil membros ativos.
São Elas:

Militia group: Estado e área de atuação

3 Percenters Todo os USA
Arizona Border Recon Arizona, Sasabe
Hutaree[24] Michigan, com ramificações por todo o USA
Idaho Light Foot Militia Idaho, com ramificações pelos USA
American Militia Alliance Atuação à nìvel nacional nos USA
Michigan Militia Michigan, Redford
Militia of Montana Montana, Noxon
Missouri Citizens Militia Missouri, com ramificações pelos USA
Missouri Militia Missouri, Kansas City
New York Light Foot Militia New York, com ramificações pelos USA
Oath Keepers Todo os USA
Ohio Defense Force Ohio
Pennsylvania Military Reserve Pennsylvania
Texas Light Foot Militia Texas, com ramificações pelos USA

Foto de Jhonny Milano via Arizona Border Recon.

De acordo com pesquisas de ONG’s e informações de outros orgãos governamentais, estima-se que existam pelo menos outras 350 “Milícias Constitucionais” de menor porte ativas pelos Estados Unidos. E o número de seus integrantes estariam também em torno de 60 mil membros, porém estima-se que esse número possa ser o dobro ou mais, devido ao fato de existirem muitas “milícias particulares e/ou clandestinas” não declaradas às autoridades, assim como as milícias extremistas de carácter político, religioso, racial, entre outras, que atuam com grande discrição para evitar investigações.

Os critérios de seleção para integrar uma milícia

As Milícias Constitucionais possuem critérios rígidos e seguros de seleção dos integrantes, justamente para evitar que candidatos sem a devida conduta moral se infiltrem nos seus meios.
Para integrar uma Milícia Constitucional nos Estados Unidos, os critérios são semelhantes aos das Forças Armadas, onde além do candidato precisar comprovar uma série de aptidões físicas e mentais, também tem que atender exigências de documentações pessoais, de atividades profissionais, não ter sido condenado por crimes de qualquer espécie e ter uma vida social sem maiores problemas com sua comunidade local atual ou anterior.

Print da pàgina da Arizona Border Recon, a principal Milìcia Constitucional que patrulha a fronteira dos Estados Unidos com o México e que recentemente deteu mais de 300 imigrantes ilegais.

Outro fato sobre a seleção é que um candidato somente integra um grupo mediante convite formal, e, sendo indicado e/ou convidado por outros dois integrantes já com pelo menos alguns anos de milícia, seguindo procedimentos semelhantes aos de fraternidades filosóficas e religiosas, inclusive ocorrendo um período probatório para o candidato, o que torna quase impossível a entrada de elementos que não possuam os requisitos mínimos de responsabilidade e os valores pessoais adequados com os valores patrióticos americanos.
Uma vez integrante de uma Milícia Constitucional, são raros os que pedem afastamento, ocorrendo o desligamento de membro somente em raros casos de problemas de saúde ou pessoal.

Obviamente no caso de Milícias extremistas e clandestinas, esses critérios são relativizados, porém essas “milícias não declaradas às autoridades” acabam sendo o alvo de investigações tanto das autoridades como por parte de outros grupos de Milícias Constitucionais.
Outro critério de seleção importante é que o candidato deve possuir um mínimo de equipamentos entre; a arma/as e munição (com procedência e licenças de acordo com as leis de cada Estado), acessórios de segurança, e, obviamente, a proficiência de uso adequado do seu equipamento, assim como pagar valores para a manutenção da estrutura do grupo ao qual pertence, tal como em um clube ou associação de classe.

Caso um integrante cometa alguma transgressão que justifique a expulsão, esse cai em desgraça na comunidade em que vive, sendo a situação considerada tão grave quanto ser expulso das Forças Armadas ou de ter cometido grave crime na comunidade em que vive.

Resumo de fatos e mitos mais comuns sobre as Milícias Americanas:

– Milícias são organizações exclusivas aos brancos, promotoras de supremacia branca e de extrema direita…

Resposta: A realidade é que existem milícias de todos os tipos nos Estados Unidos, e o que vai determinar se os integrantes são brancos, negros, asiáticos ou latinos é sobretudo a característica da população do local aonde essa milícia é criada e organizada, e nessa realidade, o grupo vai seguir inicialmente a filosofia da cultura local. Atualmente todos conhecem as leis e sabem que se promoverem o racismo e filosofias extremistas serão obviamente investigados pelas autoridades, e a conduta de um único elemento pode prejudicar todo o grupo.

Em Milícias Constitucionais Patrióticas não há lugar para o racismo! Negros, brancos, asiáticos e latinos são Americanos antes de tudo! Foto via Buddy Ranch Militia Oregon.

Obviamente o que as grandes mídias não comentam é sobre a existem das milícias de extrema esquerda, e essas no passado inclusive deram bases para a formação de grupos terroristas como os ” Black Panthers”, integrada exclusivamente por negros de inclinação islâmica, Weather Underground, The Brotherhood of Eternal Love, New Left antiimperialista entre muitas outras.

O Partido dos Panteras Negras (em inglês, Black Panther Party ou BPP), originalmente denominado Partido Pantera Negra para Auto-defesa (em inglês, Black Panther Party for Self-Defense) foi uma organização urbana socialista revolucionária fundada por Bobby Seale e Huey Newton em outubro de 1966. O partido atuou nos Estados Unidos de 1966 a 1982. O diretor do FBI, J. Edgar Hoover, chamou o partido de “a maior ameaça à segurança interna do país nos anos 60, e, diversos dissidentes do movimento acabaram por influenciar o surgimentos das atuais ganques dos grandes centros urbanos. O que começou como uma milicia exclusiva de afro-americanos que desejavam a sua autodefesa, acabou por se transformar em um fomentador de problemas sociais devido à influências politicas e religiosas.

E no caso das milícias com inclinação democrata/esquerdista que se tornaram grupos terroristas, todas foram alvos de investigações até suas dissoluções e prisão de envolvidos em crimes que variaram de assaltos à bancos, ataques contra comunidades de minorias entre outros atos de terrorismo diversos.
Curiosamente quase todas essas milícias que se transformaram em grupos terroristas participavam também de movimentos pacifistas contra a Guerra do Vietnã, o que era considerado na época o “must” do politicamente correto…

– Milícias são grupos de velhos fazendeiros “rednecks” ou de homens brancos de classe média alta, frustrados por não conseguirem fazer uma carreira militar…

Resposta: Desde o surgimento da primeira milícia na guerra da independência, estas sempre foram constituídas de homens de todas as classes sociais, e tal como uma fraternidade religiosa ou filosófica, todos se ajudam, pois é interesse da comunidade um grupo forte e coeso. Obviamente quanto maior o poder aquisitivo da comunidade em que a milícia é criada, melhor será seu nível de equipamentos e treinamento.
Quanto a frustração psicológica de não possuir uma carreira militar, isso é muito questionável, jà que os Estados Unidos é um dos países do mundo que mais oferece possibilidades e facilidades para quem quer ser militar, seja temporário ou de carreira. Dos 17 aos 40 anos, todos tem possibilidade de usar uma farda, seja nas Forças Armadas, Guarda Nacional ou entidades civis de apoio.
Curiosamente, mais da metade dos integrantes de milícias da atualidade são militares da ativa e da reserva, policiais, bombeiros e existe mesmo uma grande presença de veteranos de diversas guerras.

“Gonzales”, 100% latino e 100% americano, aos 17 anos jà é integrante de uma milìcia na California. Imagem do documentàrio “American Militias”.

Outra curiosidade atual é a grande procura de mulheres de todas as idades, e, dos mais jovens que não querem se afastar de estudos e do convívio com suas famílias e amigos prestando o serviço militar, mas também não abrem mão de prestar um serviço voluntário, que acreditam que trará mais segurança para a comunidade.
Na questão racial, mesmo depois das revoltas de Los Angeles em 1992, a quantidade de integrantes negros, latinos e asiáticos ultrapassa de longe a presença dos tais “fazendeiros brancos” ao estilo “redneck”, e, brancos frustrados de classe média alta que se imaginam “soldados de fim de semana”… Hoje as milícias patrióticas são um curioso exemplo da integração social americana, tudo girando em torno do patriotismo, senso de independência e de segurança sem a necessidade do Estado.

– Milícias se preparam inutilmente para uma guerra que nunca virá ao território americano, não servem para nada...

Resposta: Se a guerra no século XXI nunca chegará ao território dos Estados Unidos isso ninguém pode prever, mas como foi descrito anteriormente, os Estados Unidos já enfrentaram distúrbios civis que poderiam ter se transformado em algo pior caso não existissem Forças Armadas para a contenção das revoltas e as respectivas milícias patrióticas que defenderam pequenas cidades e bairros de gangues numerosas de delinquentes muito bem armados.

Devido à experiência e capacidade de mobilidade, muitas milìcias jà ajudaram em diversos casos de pessoas perdidas no deserto, inclusive salvando os imigrantes ilegais que se perdem nas extensas àreas e podem acabar morrendo de desidratação ou mortos pelos traficantes que cruzam seu caminho. Foto de Jhon Milano via Arizona Border Recon.

Além do preparo para a guerra, as Milícias Constitucionais Americanas também treinam na atuação de apoio a FEMA, a Federal Emergency Management Agency, o equivalente a Defesa Civil do Brasil e de outros países. Nesse contexto, os integrantes de milícias estão aptos a uma série de atividades que vão desde busca e salvamento em áreas remotas, apoio aos Bombeiros em incêndios florestais, atuação em inundações e até mesmo em atividades sociais para comunidades carentes nos USA.

-Milìcias promovem o terrorismo anti-governo e incentivam o surgimento dos “mass shooters” (atiradores solitários que atacam escolas, shoppings e igrejas)…

Resposta: Até hoje nenhum caso de ligação de Milícias Constitucionais com o terrorismo ou “mass shooters” conseguiu ser devidamente provado pela imprensa ou na justiça, e toda vez que ocorrem ataques de “mass shooters” as alegações das grandes mídias sobre envolvimento com as milícias são sempre falaciosas, baseadas em publicações de internet de veracidade duvidosa ou forjadas com intentos políticos que atendem às necessidades do sensacionalismo jornalístico e/ou políticas da esquerda radical.
O que é provado em quase todos os ataques de terroristas; como o caso do ataque de Oklahoma City em 1995 foi a ação de elementos solitários com problemas mentais. E no caso dos “mass shooters” , todos sem exceção tinham ligações com grupos de extrema esquerda e/ou eram recém convertidos ao Islã.

– Milícias promovem acobertamento para máfias disfarçadas…

Resposta: Absolutamente não! E aonde as milícias estão presentes, os índices de criminalidade são os mais baixos dos Estados Unidos, ao contrário de estados e cidades que proibiram a posse e porte de armas, com a consequente restrição das milícias patrióticas; como por exemplo Detroit e Chicago, que hoje estão entre as cidades mais violêntas e perigosas dos USA.

Um membro da Arizona Border Recon conversa com patrulheiros da Polìcia federal de Fronteiras dos USA. A relação de cordialidade e cooperação entre milìcias e autoridades é o maior elo de segurança em muitas regiões aonde a presença do Estado não pode ser constante. Foto via Arizona Border Recon.

Praticamente não existe nenhuma informação de crimes violêntos cometidos por milícias ou integrantes isolados de milícias patrióticas nos Estados Unidos, pois existem severos regulamentos internos semelhantes aos regulamentos militares de conduta das Forças Armadas Americanas.
Para efeito de comparação, em todo o Estados Unidos, as gangues oriundas de populações afro-americanas, islâmicas e latinas, populações estas que oficialmente nos USA constituem aproximadamente 20% da população total, são os autores de mais de 80% dos crimes violêntos contra todas as demais etnias reunidas, inclusive contra à própria população afro-americana.

– Milícias são um forma de intimidação política e social do Governo ou de grandes empresas…

Resposta: Não! Muito pelo contrário, uma das premissas das obrigações morais das Milícias Constitucionais Americanas é justamente a defesa das liberdades individuais e do povo em caso de ascensão de algum governo tirânico e ditatorial que anule as liberdades e direitos da Constituição dos Estados Unidos. O maior exemplo disso é que durante os governos dos Democratas (como ocorreu no governo Obama,  contrário à 2a Emenda e anti-milicias) é que ocorre o aumento de contingente nos grupos e até mesmo a criação de novos grupos.
Quanto à problemas envolvendo grandes empresas e milícias, jà ocorreram fatos controversos no passado, que vão desde o apoio financeiro à grupos específicos acusados de extremismos, e também, como atritos envolvendo terras indígenas não devidamente demarcadas versus fazendeiros inescrupulosos, e quando isso ocorreu a situação sempre sofreu interferência das Polícias Estaduais ou do FBI para evitar crises maiores e punir legalmente os responsáveis. Porém, se realmente ocorressem problemas sérios de grande vulto, obviamente o Governo dos Estados Unidos já teria tomado providências para proibir a existência das milícias em todas as suas formas.

#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item1 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/008-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item2 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/009-1024×548-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item3 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/013-100×607-1-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item4 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/14-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item5 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/16-1280×855-1024×684-1-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item6 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/20_AZBR-1024×681-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item7 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/32-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item8 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/045-e1467422566351-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item9 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/45-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item10 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/47-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item11 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/51-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item12 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/52-1024×684-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item13 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/53-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item14 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/61-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item15 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/63-1024×684-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item16 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/69-1024×683-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item17 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1000×752-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item18 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×754-1024×643-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item19 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×840-1024×717-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item20 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×890-1024×759-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item21 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×900-3-1024×768-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item22 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×900-1024×768-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item23 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/1200×1185-1024×1011-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item24 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/arizona-border-recon-azbr-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item25 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/AZBR-Web-1170×660-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item26 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/DBgAe18V0AAjqJb-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item27 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/DSCN0839-1024×767-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item28 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/DSCN0865-e1493615954379-1170×660-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item29 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/DSCN0868-1024×724-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}
#td_uid_1_5cc61bb7429c2 .td-doubleSlider-2 .td-item30 {
background: url(https://www.defesa.tv.br/wp-content/uploads/2019/04/fifty-cal2000-80×60.jpg) 0 0 no-repeat;
}

Referências bibliográficas:

Barry M. Stentiford, The American Home Guard: The State Militia in the Twentieth Century, 2002, page 12

http://constitutionalmilitia.org/

https://www.arizonaborderrecon.org/category/border/

“National Guard”. United States Army National Guard. 2017. The Army National Guard Recruiting Site.

UNITED STATES NATIONAL DEFENSE CORPS
The US National Defense Corps is a militia para-military organization and corporation.
http://www.usndcorps.org/

Militia Nation Chip Berlet and Matthew N. Lyons Progressive Magazine

https://www.ibtimes.co.uk/heavily-armed-civilian-vigilantes-patrol-us-mexico-border-illegal-immigrants-1592087

American Militias | Full Documentary
https://www.youtube.com/watch?v=Md_uLUpg65c

Inside the Michigan Militia
https://www.youtube.com/watch?v=lU9THDZ2S5k

Distúrbios em Los Angeles, LA Riots, 1992
https://www.youtube.com/watch?v=KsjzuLCuV9U

Milícia armada no Oregon
https://www.youtube.com/watch?v=tJfV5mfdUEg

Milícias armadas se expandem no México
https://www.youtube.com/watch?v=-KT5AXl7of4

As milícias americanas prontas para o combate
https://www.youtube.com/watch?v=44jUUmAnbhg

Categories:
Far-right politics in the United StatesPolitical movements in the United StatesParamilitary organizations based in the United StatesOrganizations established in 20082008 establishments in AlabamaPaleolibertarianismPatriot movementRight-wing militia organizations in the United States

O post As Milícias Patrióticas Americanas no século XXI apareceu primeiro em DEFESA TV.

Source: DefesaTV





Comentários



Adicionar Comentário