Comando de Defesa Cibernética promove compartilhamento de informações sobre ameaças cibernéticas - Geopolítica MundialGeopolítica Mundial
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publicado em:29/06/19 5:00 PM por: marcelo_mb_rj Notícias

Está em fase de teste uma ferramenta estratégica para a proteção cibernética. A Plataforma de Intercâmbio de Informações sobre Malware (MISP, em inglês) é um ambiente online em que se pode compartilhar informações sobre ameaças do espaço virtual.

Esse software já é usado por nações integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e passará a ser empregado pelo Brasil juntamente com mais nove países, no âmbito do Fórum Ibero-Americano de Defesa Cibernética.

“É uma ferramenta muito importante, uma vez que permite que a gente troque informações, por exemplo, sobre um determinado artefato cibernético, um vírus, identificado em alguma rede”, contou o Tenente-Coronel do Exército Brasileiro (EB) Walbery Nogueira de Lima e Silva, oficial de Estado-Maior do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber).

“Podemos compartilhar suas características, ações que realiza, como atualizar um software, para impedir que esse vírus funcione e tenha eficácia etc.” O ComDCiber é um comando conjunto que faz parte da estrutura do EB e atua como órgão central do sistema militar de defesa cibernética.

A instituição foi responsável pela coordenação do terceiro encontro do Fórum Ibero-Americano de Defesa Cibernética, que reuniu em Brasília, entre 15 e 17 de abril de 2019, cerca de 30 representantes do setor cibernético de 10 países: Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai, além do Brasil.

O entendimento sobre o emprego do MISP é um dos resultados desse encontro, o qual ficou registrado na carta de intenções assinada pelos membros do fórum ao final do evento.

“Estamos numa fase de planejamento para definir as condições para uso da ferramenta em cada país. Após isso, vamos passar para a fase de implantação, para então entrarmos numa fase de compartilhamento de informações”, disse o Ten Cel Walbery, afirmando ainda não haver data definida para o início do emprego efetivo do MISP.

Doutrina, treinamento e educação

O Fórum Ibero-Americano de Defesa Cibernética foi criado em 2016 com a missão de unir experiências entre forças armadas de nações parceiras e fortalecer iniciativas de combate às ameaças do campo cibernético. A primeira reunião do fórum aconteceu na Espanha, naquele mesmo ano, e a segunda foi na Argentina, em 2018.

Durante os três dias do evento, os militares discutiram sobre questões relacionadas à doutrina, a fim de facilitar o desenvolvimento de operações cibernéticas conjuntas. Também falaram sobre treinamento, com foco especial em dois exercícios: o II Exercício Ibero-Americano de Defesa Cibernética e o Exercício Guardião Cibernético 2.0.

O primeiro está diretamente relacionado ao fórum, inclusive com participação dos mesmos países, mas ainda não tem data para acontecer. Quanto ao segundo, trata-se de um treinamento coordenado pelo ComDCiber e que foi realizado pela primeira vez em 2018. O evento vai ocorrer em julho, em Brasília.

Aos membros do fórum foi feito o convite para que participem do exercício enquanto visitantes. O Exercício Guardião Cibernético reúne militares e civis com o objetivo de estimular o desenvolvimento de soluções colaborativas que promovam a proteção cibernética.

“A cibernética tem a característica de perpassar a sociedade como um todo, inclusive sem observar as fronteiras físicas. Nesse sentido, o ComDCiber identificou como sendo de grande importância o incremento da atuação colaborativa, envolvendo governo, defesa, setor privado e comunidade acadêmica num esforço nacional voltado à proteção cibernética”, explicou o Ten Cel Walbery.

Educação também foi um tema em pauta no III Fórum Ibero-Americano de Defesa Cibernética. Os participantes trocaram ideias sobre possibilidades de intercâmbio, estágio e presença em cursos no âmbito dos países membros.

No caso do Brasil, há cursos sendo oferecidos periodicamente pela Escola Nacional de Defesa Cibernética. A instituição foi inaugurada em fevereiro de 2019 e ocupa um espaço dentro das instalações do ComDCiber, de forma temporária, já que a intenção é que ganhe uma sede própria.

Em funcionamento desde antes de sua inauguração oficial, a escola já capacitou 1.200 pessoas por meio de cursos diversos. “Nosso objetivo é formar pessoas que sejam capazes de operar sistemas complexos”, disse o Coronel do EB Edson Ribeiro dos Santos Junior, que também é oficial de Estado-Maior do ComDCiber.

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  • Com informações da Revista Diálogo Américas, Por Andrea Barreto

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Source: DefesaTV





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