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publicado em:28/07/19 8:00 AM por: marcelo_mb_rj Notícias

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse no dia 26 de julho que os sistemas de defesa aérea S-400 encomendados junto à Rússia, estarão operacionais a partir de abril de 2020. E que a decisão dos EUA em excluir a Turquia do programa da aeronave F-35, não abalou a determinação de Ankara.

“Vocês não querem nos dar os F-35s? Ok, desculpe-me, mas neste caso, vamos tomar medidas sobre isso e vamos nos voltar para os outros modelos”, disse Erdogan, salientando que “nenhuma ameaça ou sanção” vai impedir a Turquia “de garantir sua segurança”.

Isso reacende especulações sobre uma possível compra turca de caças russos, tais como o Su-57 Frazor ou o Su-35 (…) Enquanto isso, a aquisição dos sistemas S-400 coloca os EUA em um dilema.

Membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 1952, a Turquia ocupa uma posição estratégica no controle e acesso ao Mar Negro e na proibição ou não do acesso ao Mediterrâneo à marinha russa.

Além disso, a Otan possui instalações em território turco: é o caso da base aérea de Incirlik que, além do fato de abrigar um depósito de armas nucleares táticas B-61, ela desempenhou um papel importante nas operações da coalizão anti-jihadista contra o grupo do Estado Islâmico.

“Perder a Turquia seria um erro geopolítico monumental”, já havia falado o almirante James Stavridis, ex-Supreme Allied Commander Europe (Saceur), em agosto de 2018. Fontes dizem que a Casa Branca se precipitou ao anunciar a exclusão de Ancara do programa F-35.

“Como aliados da Otan, nossos relacionamentos estão em multiníveis e não apenas com o F-35. Nosso relacionamento militar é sólido e continuaremos a cooperar estreitamente com a Turquia, levando em conta as restrições do sistema S-400”, disse o ex-Saceur.

A exclusão da Turquia do programa F-35 foi no mínimo tumultuada (…) agora, a questão é se Washington tomará sanções contra Ancara, conforme previsto pelo chamado CAATSA, que exige ações retaliatórias contra entidades que assinaram contratos com a indústria de armas russa.

Certamente este texto prevê exceções, mas será que eles poderão se aplicar a Turquia? E, no Congresso, muitos parlamentares desejam ver a Casa Branca mostrar firmeza contra as autoridades turcas.

No entanto, o presidente Donald Trump, não pretende por enquanto, tomar tais sanções. Fontes dizem que o presidente se dá por satisfeito com a decisão de excluir a Turquia do programa F-35.

“Se os Estados Unidos demonstrarem uma atitude hostil em relação a nós, daremos um passo à frente”, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavuşoğlu, em entrevista à TGRT Haber esta semana.

Ou seja, a Turquia poderia expulsar as forças dos EUA da base de Incirlik e limitar as atividades da estação de radar de Kürecik. A questão da base do Incirlik é um assunto real.

Esta não é a primeira vez que as autoridades turcas colocam o destino da base de Incirlik na balança. Eles geralmente o fazem quando há tensões com os EUA ou outros aliados da Otan.

Em 2017, enquanto suas relações com Berlim eram complicadas, Ancara baniu o acesso a parlamentares alemães que queriam visitar o destacamento da Luftwaffe baseado no país para implementar seis esquadrões de Panavia Tornado como parte da coalizão anti-jihadista.

Para explicar a exclusão da Turquia do programa Joint Strike Fighter (F-35) a Casa Branca argumentou que o F-35 “não poderia coexistir com uma plataforma russa de coleta de informações que será usada para aprender mais sobre suas capacidades avançadas”.

Faremos “uma avaliação da ameaça. E com base nessa avaliação dos serviços de inteligência, tomaremos uma decisão com base em tudo o que acontece no mundo ” respondeu o general Goldfein. “Não quero associar, no momento, uma avaliação operacional geral com uma avaliação de tecnologia”, acrescentou ele.

O embaraço americano com este cenário é explicado principalmente pela presença de bombas nucleares B-61 em Incirlik. “Embora Incirik provavelmente tenha mais armas nucleares do que a maioria das outras bases da Otan, ela não tem aviões adequados para utilizá-las. As bombas são armazenadas em um porão, esperando para serem usadas ou “desviadas”, publicou a revista americana The New Yorker em 2016.

Dito isto, há algum tempo, o Pentágono procura uma alternativa à base de Incirlik. A de Andravida, localizada no oeste da Grécia, poderia se adequar a ele, de acordo com uma análise recente do Bipartisan Policy Center. Com isso, só nos resta sentar e aguardar o desenrolar desta questão.

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  • Com informações do site Zone Militare (Fr);
  • Tradução e Adaptação: DefesaTV

O post Exclusão da Turquia do programa F-35, pode gerar perda da utilização de base aérea pela Otan apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV





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