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publicado em:5/09/19 2:00 PM por: marcelo_mb_rj Notícias

O governo Dinamarquês deseja reforçar a capacidade de sua Marinha na detecção de submarinos com um sistema avançado de sonares; em um negócio estimado na casa de US$ 190 milhões. Segundo o comandante da Marinha da Dinamarca, esta aquisição vai colocar o seu país em “outro patamar”.

O novo sistema é composto por nove sonares, que irão equipar os novos helicópteros militares Seahawk, recém adquiridos. Os sonares podem também ser submergidos no mar para dar uma visão pormenorizada da situação abaixo da superfície.

Além dos sonares, a capacidade militar antissubmarino da dinamarquesa será também reforçada por 600 sonares boias (sonobóias) que serão colocados em uma área vasta de sua costa.

“Isto faz parte do que a OTAN nos pediu que melhorássemos. Portanto, não há dúvida de que estaremos noutro patamar depois que tudo isto esteja implementado”, disse o almirante Torben Mikkelsen, comandante da Marinha dinamarquesa, à jornalistas locais.

Segundo Mikkelsen, os sonares vão aumentar o papel da Dinamarca nos esforços da OTAN de monitorização das operações realizadas por submarinos russos no mar Báltico, em volta da Groenlândia e das Ilhas Faroe, e também no Ártico.

Anders Puck Nielsen, analista militar da Academia da Defesa da Dinamarca, disse que os novos sonares são um reforço significativo para a defesa dinamarquesa. Segundo ele, a questão é saber se a Dinamarca será capaz de operar com os EUA, Reino Unido e a França, na vasta área entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.

O ministro da Defesa, Trine Bramsen, saudou a aquisição explicando que isso reforçará as capacidades militares da Dinamarca no Atlântico Norte.

Dinamarca e OTAN

No fim de agosto, a Dinamarca decidiu reposicionar quatro caças F-16 para “ajudar a manter a soberania aeroespacial” na região do Báltico, algo que o ministro das Relações Exteriores, Jeppe Kofod, chamou de “sinal claro de solidariedade da OTAN”.

Quatro caças F-16 dinamarqueses e cerca de 60 militares serão enviados para o Báltico durante três meses, no âmbito da missão de patrulhamento aéreo da OTAN no Báltico. Os países bálticos não podem patrulhar o seu próprio espaço aéreo porque não possuem aviões de combate.

Recentemente, os EUA acusaram a Dinamarca de não alocar suficientes meios financeiros para a defesa. Segundo o embaixador estadunidense no país, apesar de a Dinamarca ter decidido aumentar seu orçamento militar para 1,5% do PIB até 2023, isso está longe do acordo da OTAN de 2014, que estabeleceu o nível de 2% do PIB.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV





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