Skip to content

Grécia: 5 mil voluntários civis patrulham a fronteira para evitar invasão de migrantes

Ao longo dos anos, os gregos que moram na região da Vila de Moro, perto da fronteira com a Turquia, se acostumaram a ver pequenos grupos de pessoas entrando ilegalmente em seu país. Os residentes gregos frequentemente ofereciam alimentos para os migrantes, e, os encaminhavam para a ONGs ou a estação ferroviária mais próxima.

Porém no decorrer dos anos, esses “migrantes ou refugiados” foram os autores do aumento de crimes violêntos de todo o tipo, que variara de depedração contra comércios, igrejas e residências de moradores, tràfico de drogas e todo o tipo de incivilidade. A região que raramente via relatos de crimes graves, hoje convive com uma das mais altas incidências de roubos violêntos e até mesmo estupros de mulheres de todas as idades, crimes todos de autoria de homens adultos, oriundos do norte da Africa e Oriente Médio, que são a grande maioria dos migrantes presentes na região.

Hoje, a reação majoritária dos gregos é a hostilidade aberta. O governo grego suspendeu temporariamente o procedimento de asilo e se comprometeu a deportar sumariamente os migrantes que cruzam a fronteira. E os cidadãos comuns cansados do assédio violênto dos migrantes, estão assumindo ações de patrulhas e vigilância nas fronteiras junto com as Forças Armadas Gregas.

Em terra e no mar, uma coisa fica clara aos gregos; Isso não é mais 2015, quando então grande parte da Europa estava convulsionada de piedade, quando mais de um milhão de requerentes de asilo chegaram, os gregos ajudaram a resgatar refugiados no mar, ou, os receberam com empatia enquanto atravessavam o país a caminho do norte da Europa.

Cidadãos Gregos impedem o desembarque de migrantes na Ilha de Lesbos. Imagem via AFP

Os moradores das cidades fronteiriças, cansados dos problemas com os migrantes, hoje organizam patrulhas civis para localizar os considerados invasores. Moradores da ilha de Lesbos organizaram barreiras com embarcações, outros atacaram integrantes de ONGs e jornalistas, acusando-os de ajudar os migrantes a chegarem na ilha e manipular informações.

Muitos dos cidadão engajados nessas patrulhas admitem que usarão de toda a violência necessària para impedir a entrada de qualquer migrante, assim como as ações de seus colaboradores, mesmo que sejam de origem européia.

Para a maioria, é uma questão de orgulho nacional e um dever de proteger as fronteiras da Grécia contra a Turquia, um antigo inimigo. Muitos dos que estão engajados nas patrulhas civis voluntárias são membros reservistas da Guarda Nacional Grega, que possuem armas cedidas pelo Estado e podem ser mobilizadas em uma emergência nacional.

O exército grego não mobilizou oficialmente a Guarda Nacional. Mas colocou as fronteiras em alerta máximo, com centenas de tropas adicionais patrulhando e repelindo migrantes e deixando o vasto delta do rio Evros, parte da fronteira norte, parecendo em estado de pé de guerra.

Na foto: Reservistas da Guarda Nacional Grega, que mesmo oficialmente não mobilizada, estão engajados e usando equipamento regulamentar em ações de patrulhas voluntárias com civis da região. Foto via Nicholas Paphitis/Voice of Europe.

 

Desde a decisão da Turquia de enviar migrantes e refugiados para a Europa em 28 de fevereiro desse ano, muitos policiais aposentados, agricultores, caçadores e pescadores fortemente armados, bloquearam todos os acessos das possìveis passagens da fronteira que não possuem vigilância militar permanente entre a Grécia e a Turquia.

Na região de Evros a população aparentemente se prepara para a guerra aberta; cidadãos de todas as idades, desde agricultores até aposentados, todos usam roupas pretas, camufladas e equipamentos tàticos similares aos das forças militares gregas, e, caminham por estradas e campos, efetuando patrulhas noturnas em busca de migrantes que tentam atravessar a fronteira.

Diversos moradores participaram da chamada patrulha voluntária cidadã, e toda a região de Evros é considerada como mobilizada; todos acreditam que se encontram em uma zona de guerra e que devem defender seu território.

Os gregos da região fronteiriça se uniram, coletando provisões e oferecendo qualquer possível contribuição para os patulheiros voluntários civis e para as unidades de militares, que hoje vigiam a região de fronteira, ao que é visto como um esforço nacional para impedir uma invasão turca, disfarçada de migração de refugiados.

Fonte: https://www.dw.com/en/greek-civilian-militias-patrol-border-amid-migrant-and-refugee-crisis/a-52697255

Em alguns casos, as autoridades pediram informalmente aos moradores familiarizados com o terreno local, que ajudassem a localizar os migrantes que conseguiram passar por buracos cortados em uma cerca na fronteira ou atravessar o rio Evros (Meric em turco ) que demarca a maior parte dos 212 quilômetros (132 milhas). ) da fronteira.

Outras aldeias também responderam ao pedido de atuação, com moradores atuando como rastreadores ou patrulheiros voluntários. Pequenos grupos de homens desarmados monitoram pontos de passagem conhecidos após o anoitecer usando rádios faixa do cidadão e telefones celulares.
Assim que um migrante ou grupos são avistados, a Polícia ou o Exército Grego são avisados, e os migrantes são detidos até a chegada das autoridades.

Membros da Guarda Nacional Grega, oficialmente não mobilizados, patrulham a região de Evros junto com civis que também usam uniformes regulamentares. A Guarda Nacional da Grécia foi criada em 1982 como parte oficial do exército grego. Existem unidades baseadas em muitas regiões fronteiriças gregas, tanto no continente como em algumas de suas ilhas. O principal trabalho da organização é ajudar a proteger a Grécia e ajudar os militares. É por isso que os membros da Guarda Nacional passam por treinamento semanal, consistindo principalmente de prática de tiro ao alvo, comandada pelo Exército Grego. Os membros da Guarda Nacional recebem armas e munições dos militares gregos, que eles mantêm em suas casas, dentro do mesmo padrão que o Exército Suiço. Os militares gregos verificam regularmente para garantir que não faltam armas ou munições. Os membros da Guarda Nacional são essencialmente “civis com equipamento militar, prontos para servir o exército sempre que necessário”.  Além de reservistas da Guarda Nacional Grega, muitos outros homens, todos civis, com idades entre 40 e 50 anos, estão em patrulha ao longo da fronteira greco-turca utilizando o mesmo fardamento padrão ou em trajes civis. Os membros do batalhão da Guarda Nacional local, um grupo de civis organizados, treinados e destacados pelas forças armadas gregas, possuem reconhecimento governamental, ao contrário das milícias civis auto-declaradas. Imagem via Deutsche Welle.
Momento da prisão de um grupo de migrantes por militares gregos de unidade não identificada. Imagem via AP.

A situação de cumplicidade entre as Forças Armadas, reservistas da Guarda Nacional Grega e milicias civis é tanta que nas fronteiras é quase impossìvel saber quem é quem, com exceção aos detalhes de distintivos de unidades e viaturas utilizadas nos deslocamentos. Imagem via Associated Press.

A ajuda para as unidades de fronteira também veio de empresas da Evros e de donos de lojas. A associação de donos de restaurantes locais, disse que seus colegas entregaram comida, água, máscaras e luvas a unidades estacionadas em quatro pontos da fronteira.

As autoridades gregas afirmam que; das 1.252 pessoas presas por entrada ilegal na semana passada na sexta-feira, 64% eram afegãs, 19% paquistanesas, 5% turcas e 4% sírias, enquanto as demais eram do Iraque, Irã, Marrocos, Etiópia, Bangladesh e Egito. A grande maioria são homens jovens em idade de serviço militar.

O governo grego e outras autoridades policiais não se manifestaram oficialmente sobre a situação, mas muitos prefeitos e outras autoridades civis estimam que pelo menos 5 mil cidadãos estão colaborando ativamente nas patrulhas de fronteira ou em outras atividades de apoio. Apesar dos protestos de ONGs de direitos humanos, nenhuma queixa formal foi realizada.

Do outro lado da situação ONGs de apoio aos migrantes e autoridades turcas locais afirmam que;atos de violências gratuita contra os migrantes são rotineiros, e que, pelo menos dois migrantes foram baleados e um morto em 2 de março pelas forças de segurança gregas, que também usaram gás lacrimogêneo enquanto tentavam empurrar os migrantes de volta à Turquia.

  •  Com informações da matéria original de Nicholas Paphitis e de Matina Stevis-Gridneff para o The New York Times, Daily Mail UK, Voice of Europe, Associated Press, Euronews, Welt e DW via redação Orbis Defense Europe.

O post Grécia: 5 mil voluntários civis patrulham a fronteira para evitar invasão de migrantes apareceu primeiro em DEFESA TV.


Source: DefesaTV