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Reconhecimento ao General de Divisão Luciano José Penna, presidente do Conselho de Delegados da Junta Interamericana de Defesa (JID)

Reconhecimento ao General de Divisão Luciano José Penna, presidente do Conselho de Delegados da Junta Interamericana de Defesa (JID)

 

“Ora, no moral do soldado está o principal elemento da sua força. E o soldado é o reflexo da oficialidade, que o instruiu, dos generais, que o comandam”.

Rui Barbosa (Senado Federal, DF, RJ Obras Completas de Rui Barbosa. V. 31, t.):

A Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra na Terra da Luz, rende suas homenagens ao ilustre Esguiano, General de Divisão Luciano José Penna, presidente do Conselho de Delegados da Junta Interamericana de Defesa (JID).

A Junta Interamericana de Defesa é o principal mecanismo regional de diálogo de segurança e defesa do hemisfério e órgão de assessoramento da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A Junta Interamericana de Defesa (JID), a mais antiga organização de defesa do mundo, cumpre seu destacado papel institucional no Hemisfério Ocidental, consolidando-se como uma instituição fortemente comprometida em apoiar a busca dos países das Américas para a consolidação e manutenção da Democracia, dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento e da Segurança Multidimensional, pilares básicos da Organização dos Estados Americanos (OEA), organismo ao qual a JID é vinculada.

 Historicamente, cabe recordar que a JID foi criada durante a Terceira Reunião de Consulta dos Ministros de Relações Exteriores, na cidade do Rio de Janeiro, mediante a Resolução N⁰ XXXIX, de 28 de janeiro de 1942, no ambiente da 2ª Guerra Mundial. Naquele momento, as 21 (vinte e uma) Repúblicas Americanas que integravam a União Pan-americana observaram a necessidade, face à ameaça de um grande conflito afetar a segurança regional, de criar uma entidade que proporcionasse proteção aos seus povos e territórios.

Esse compromisso perene vem sendo mantido há 78 anos, desde 30 de março de 1942, data da realização da primeira sessão, que marcou o início dos trabalhos realizados pela JID em prol dos seus países-membros. Transcorrido esse período, o mundo, a sociedade e as relações entre os países mudaram, impondo a necessidade de adaptação da organização para atender, adequada e corretamente, aos novos desafios do hemisfério.

Nesse sentido, é importante ressaltar a missão atual da JID, que consiste em prestar assessoramento técnico, consultivo e educacional à OEA e aos seus países-membros, tarefas que balizam a necessidade de constante evolução e aprimoramento de todos os seus integrantes para que, dessa forma, seja sempre uma instituição produtiva e útil, em condições de aportar produtos tangíveis aos seus usuários.

 Atualmente, no amplo espectro de questões que são estudadas e discutidas pela JID, podemos destacar as seguintes atividades e suas recentes realizações:

  1. Gestão de Desastres Naturais e Ajuda Humanitária – destaque para a realização de uma conferência que abordou as experiências exitosas dos Organismos nacionais, regionais e sub-regionais e de um Exercício de Simulação de Desastres Naturais.
  2. Desminagem Humanitária – a JID presta apoio técnico ao Programa de Ação Integral Contra Minas Anti-pessoal da OEA, por intermédio do Grupo de Assessores Técnicos Interamericanos (GATI-CO) e do Grupo de Monitores Interamericanos (GMI-CO), ambos atuando na Colômbia. Já foram removidos mais de 000 (cem mil) minas/artefatos explosivos. Destaca-se, ainda, a preparação técnica de militares para tal tarefa especializada, realizada por meio do Curso Internacional de Desminagem, oferecido pelo Reino da Espanha.
  3. Medidas de Fomento à Confiança e Segurança a JID recebe e consolida as informações de natureza militar que possam ser úteis aos países-membros, operando o sistema de Planilha Eletrônica e Banco de Dados do Hemisfério Ocidental, além de apoiar países na confecção de seus Livros Brancos de Defesa.
  4. Defesa Cibernética destaque para a realização da Conferência de Defesa Cibernética na Colômbia, em 2019, atividade exitosa que reuniu 23 (vinte e três) países do Hemisfério para discutir e propor ações nesse atual e relevante tema.
  5. Papel educativo – trabalho de alto nível realizado desde 1962 pelo Colégio Interamericano de Defesa, que tem por missão preparar quadros dos países membros para assumirem altos cargos de nível estratégico em seus governos, por intermédio de programas acadêmicos de pós-graduação e de nível avançado em Defesa e Segurança.

Não obstante, o constante e acelerado surgimento de novas ameaças, que tem no crime organizado transnacional seu principal vetor, bem como o acirramento de crises recorrentes impõem à JID atualizar-se e modernizar-se, para estar apta a apresentar rápidas e eficazes respostas a esses desafios.

Dessa forma, a JID permanece em condições plenas para responder a um futuro incerto, mantendo-se constantemente atualizada e dispondo de recursos humanos capazes para responder aos cambiantes cenários futuros.

Já a Projeção do Poder Nacional pode decorrer naturalmente ou como resultado desejado de uma afirmação pacífica de presença no contexto internacional, sendo resultante de manifestações de todas as Expressões do Poder Nacional, tais como, política, econômica, psicosocial, científica-tecnológica e militar.

Na prática da projeção do poder, não necessariamente estão embutidas as noções e práticas de império, domínio ou imposição de vontades que contrariam a índole do povo brasileiro e, ainda, os ditames de sua Carta Magna, a Constituição Federal.

Em Grandes Países, como o Brasil, a questão da participação em Operações de Paz é considerada como uma possibilidade de projeção de poder no cenário internacional ou regional.O Brasil estaria reconfigurando sua posição no cenário internacional realizando um modo próprio de ação nas Operações de Paz; modo este que associa o uso da força para a manutenção da Lei e da Ordem por meio da coerção do poder militar (hard power – poder duro), a uma outra forma de poder diplomático, cultural, ou humanitário (soft power – poder brando) que emerge e age por meio da admiração de seu passado pacífico, .

O Brasil está sendo percebido como um agente diferenciado por militares e civis de outros países. A junção involuntária daqueles que representam o Brasil no local do conflito ou mesmo a associação governamental planejada do poder duro com o poder brando, sustentaria uma forma de poder considerada como uma terceira via. Esta associação, cunhada também por Joseph Nye no termo smart power, tem seu conceito teórico discutido pela cientista política, Suzanne Nossel, num artigo na Foreign Affairs, intitulado Smart Power. Conforme afirmam vários analistas de política externa, o smart power é parte integrante da doutrina de política externa.

​O administrador tem que ser um líder para agregar equipes em um objetivo comum e comandar seus recursos humanos com princípios estabelecidos desde os escritos da arte da guerra na busca do bem estar da tropa com reflexos nos serviços da conjuntura e para cenários futuros a serem executados.

Em seu Comando, o General de Divisão Luciano José Penna também insinua liderança, “a arte de motivar as pessoas para um objetivo comum”. Liderança é a qualidade motriz de comando, enquanto instala coesão de unidade e senso de propósito. É o catalisador que inspira esforço, coragem e compromisso.

Assim, o comando eficiente e seguro do nobre General de Divisão Luciano José Penna, presidente do Conselho de Delegados da Junta Interamericana de Defesa (JID), fortalece o Poder Nacional do Brasil na comunidade internacional, tonifica a Geopolítica, a Gestão de Desastres Naturais, Ajuda Humanitária, Desminagem Humanitária, Medidas de Fomento à Confiança e Segurança, Defesa Cibernética, Papel Educativo, e a Segurança Hemisférica da América do Sul.

 

José Ananias Duarte Frota- Cel BM (ESG-CAEPE)

Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra do Ceará


Source: DefesaTV