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publicado em:10/08/19 8:00 AM por: marcelo_mb_rj Notícias

O secretário de Defesa americano, Mark Esper , se encontrou nessa sexta-feira (09) com líderes sul-coreanos em Seul em meio a várias questões desafiadoras, que vão das tensões bilaterais entre Coreia do Sul e Japão, ambos aliados dos EUA, a discussões sobre o custo da manutenção das tropas americanas na região.

Esper faz sua primeira viagem internacional desde que foi confirmado como chefe do Pentágono no mês passado.

E embora a disputa comercial de Seul com Tóquio, que ameaça atrapalhar o compartilhamento de inteligência na região, tenha sido levantada durante o encontro, o secretário de Defesa americano reiterou a importância da aliança dos EUA com a Coreia do Sul , e afirmou que os três aliados continuarão a agir de forma coordenada em relação à Coreia do Norte.

Em seu discurso de abertura do encontro, no entanto, o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Jeong Kyeong-doo, disse que a restrição das exportações de alguns produtos japoneses para a Coreia do Sul está “tendo efeitos adversos nas relações entre a Coreia do Sul e o Japão e na cooperação em segurança entre Coreia do Sul, EUA e Japão”.

A Coreia do Sul tem alertado que avalia diversas opções na disputa comercial com os japoneses, incluindo o cancelamento de um pacto de compartilhamento de inteligência entre os dois países e os EUA.

O acerto, intitulado Acordo Geral de Segurança da Informação Militar (GSOMIA, na sigla em inglês), facilita a obtenção e compartilhamento de inteligência fundamental no monitoramento das capacidades nuclear e de mísseis da Coreia do Norte. O acordo é renovado automaticamente todos os anos em 24 de agosto.

As relações entre Coreia do Sul e Japão, no entanto, estão em seu pior nível em décadas devido a um conflito comercial com base em uma antiga disputa relativa a indenizações e compensações aos sul-coreanos por trabalhos forçados a empresas japonesas durante a Segunda Guerra Mundial.

Esper também chegou em Seul apenas um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a Coreia do Sul concordou em “pagar muito mais” dos custos pela manutenção de cerca de 28,5 mil militares americanos em seu território, e que as negociações para tanto estavam em andamento.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano, no entanto, disse a jornalistas na quinta-feira que as conversas nem começaram ainda.

Nesta sexta, a questão dos custos das tropas não foi mencionada em reunião de Esper com o chanceler sul-coreano, Kang Kyung-wha, informou a Yonhap. A agência de notícias também informou que Esper solicitou à Coreia do Sul o envio de tropas para a força naval internacional que patrulha o Estreito de Ormuz, na costa do Irã.

O Ministério da Defesa sul-coreano, no entanto, negou a informação, esclarecendo que Esper disse apenas esperar mais cooperação da comunidade internacional para assegurar a liberdade de navegação no estreito.

A viagem de Esper acontece também apenas dias depois de a Coreia do Norte realizar uma série de testes de mísseis e com as negociações para a desnuclearização do país com os EUA paralisadas.

“Neste momento em que o ambiente de segurança é tão severo, é significativo discutir a situação na Península Coreana e a aliança Coreia do Sul-EUA”, considerou o ministro Jeong, que elogiou a “imaginação incrível que transcende o convencional” do presidente Trump em se encontrar com o ditador norte-coreano Kim Jong-un na fronteira entre os dois países em junho.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV





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